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"Fake News", "Barriga" e "Pós-Verdade": você sabe o que significam esses termos?

Muito se fala em “fake news”. Em geral, esse termo é utilizado, em sua tradução literal, para conceituar “notícias falsas”, isto é, aquelas que informam sobre fatos enganosos, que não correspondem à realidade.

Contudo, faz-se necessário distinguir essa prática de outra, também bastante comum: a apuração desleixada ou, em termos jornalísticos, a famosa “barriga” (sim, o nome é engraçado mesmo, rs).

Dizemos que um jornalista cometeu uma “barrigada” quando ele divulga uma informação equivocada, o que geralmente acontece devido à pressa, à desatenção e até mesmo à preguiça.

Ocorre quando o jornalista, por alguma razão, não ouve todos os envolvidos em determinado fato, acredita em apenas uma versão, por exemplo, e acaba induzindo a população (os leitores/expectadores) ao erro.

Ou quando, desatento, comete algum erro relacionado ao nome dos envolvidos, a data de determinado acontecimento, ao valor de uma obra etc.

É certo que esse tipo de situação é passível de acontecer com qualquer profissional. Errar, sabemos bem, é “humano”. Por isso a necessidade de estarmos, nós, jornalistas, conscientes do nosso papel e da seriedade de nossa função. Quando estamos cientes da responsabilidade que temos em mãos, tomamos cuidado redobrado para evitarmos qualquer equívoco.

A fake new, por sua vez, não advém de um simples erro. O que diferencia as fake news de uma “barriga” é, justamente, a INTENÇÃO.

Em geral, as fake news são escritas, publicadas e compartilhadas com viés ideológico. Não existem “por acaso”.

As razões que levam a produção desse tipo de conteúdo enganoso são, em suma, políticas, religiosas e/ou preconceituosas.

As fake news visam prejudicar um dado grupo social ou mesmo um indivíduo em específico, e favorecer outro(s).

Na política, por exemplo, uma fake new pode ajudar a eleger um candidato desonesto e/ou manchar a imagem de outro com boas intenções.

Essas notícias falsas também podem destruir um empreendimento, como um estabelecimento comercial ou uma marca, e desonrar uma pessoa.

Vale lembrar que as fake news não são um problema recente. Afinal, elas são como os “boatos”: mentiras contadas com intuitos traiçoeiros, objetivos torpes.

No que se refere ao jornalismo, especificamente, você já deve ter ouvido a expressão “imprensa marrom”. Pois bem, trata-se de veículos que se beneficiam de informações falsas.

Acontece que a Internet contribuiu para a disseminação desse tipo de conteúdo. A aceleração característica das novas mídias, a pressa/preguiça dos leitores e um fenômeno chamado “pós-verdade” agravaram a situação.

Pós-verdade seria, em resumo, um termo criado para dar conta da prática de desconsiderar dados objetivos e concretos para acreditar em determinada informação.

O prefixo "pós" denota o "além". Pós-verdade quer dizer, então, algo para além da verdade, que apela às emoções e não a circunstâncias reais. Quando a verdade, em si, já não importa: esta é "sugada" pela ideologia dos sujeitos, pelas suas crenças pessoais.

Diante desse contexto e das graves consequências que a barriga, a fake new e a pós-verdade pode gerar na opinião pública, cabe também aos cidadãos a responsabilidade de verificar se aquela informação que lhes atravessou é, de fato, verdadeira, se está pautada em bases firmes, se todos os envolvidos naquela situação foram ouvidos.

Hoje, há agências especializadas em verificar se determinação informação é verdade ou se trata de uma fake new. Duas delas são a Agência Lupa e Aos Fatos. Clique e acesse os sites. O conteúdo é muito interessante!

Mas também é possível fazer essa verificação por meio de simples ações, como:

É isso, pessoal.

Espero que este post tenha sido elucidativo.

Em breve retorno com mais um assunto relacionado à Profissão Jornalista!
Um abraço e até lá!

Jornalismo e Comunicacão

UCAM Academy
Ulli Marques
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Jornalista e professora na Ucam EAD. Mestranda em Cognição e Linguagem (UENF), especialista em Literatura, Memória Cultural e Sociedade (IFF), bacharel em Comunicação Social e licenciada em Letras (Língua Portuguesa e Literaturas).

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