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Redação Jornalística 1: O "lide" (parte 1)

Redação Jornalística 1: O

Independente da área em que atue, um jornalista precisa dominar a comunicação escrita.

É por meio do texto verbal que esse profissional transmite à população as informações apuradas, seja em notícias, reportagens (para jornal, web, TV, rádio etc.), releases e comunicados institucionais.

Por isso, inicio, neste post, uma série sobre “redação jornalística”. E não poderia começar por outro tema que não fosse o “lead” ou “lide”.

Você já ouviu falar nesse termo?

Em primeiro lugar, é preciso entender que, de modo geral, uma reportagem é construída a partir de uma estrutura denominada PIRÂMIDE INVERTIDA, que presume uma hierarquização das informações em ordem decrescente.

Isso significa que os dados mais importantes devem ser colocados no início do texto, seguido por outros, secundários, e, no fim, os detalhes complementares.

No primeiro parágrafo de um texto jornalístico deve haver, então, os elementos fundamentais para que se possa entender o assunto e a relevância da informação ali contida.

Esse é o LIDE.

A ideia é que, por meio do lide, os leitores possam ter um panorama geral do fato desde o primeiro parágrafo.

Essa é uma prática que foi criada nos Estados Unidos, durante a Guerra Civil Americana, para facilitar o acesso das pessoas à comunicação por meio do telégrafo. Com o tempo, agências de notícias norte-americanas adotaram essa tática a fim de facilitar a disseminação das notícias. Até esse momento, o "jornalismo literário" ou "gonzo jornalismo" (de que tratarei em outro post), que consistiam em reportagens mais elaboradas a exemplo de textos narrativos, eram bastante valorizados. Isso mudou com a aceleração da informação e a prática do lide ganhou o mundo.

Em linhas gerais,  é preciso que seis perguntas principais sejam respondidas no lide:

O QUE? (o que aconteceu)

QUEM? (quem estava envolvido)

QUANDO? (data/horário do acontecimento)

ONDE? (local)

COMO? (dinâmica do fato)

POR QUÊ? (possível motivação)

A ordem dessas informações não precisa ser exatamente essa. Aliás, existem diferentes “tipos” de lide (falarei disso em outra publicação). Mas, independente da ordenação, esses elementos devem estar presentes.

É a partir do lide que o leitor decide se deve ou não prosseguir com a leitura. Por isso a criatividade do jornalista, nessa parte, pode ser explorada a fim de prender a atenção daquele que lê o texto.

Ainda assim, é importante lembrar que a objetividade, utilização de uma linguagem simples e frases breves também devem ser prioridades na redação jornalística de modo geral. Não há, seja no lead, seja nos demais parágrafos da reportagem, espaço para adjetivação ou críticas pessoais.

O leitor tem que ser livre para formar suas próprias opiniões!


No próximo post, falarei sobre as diferenças entre a notícia e a reportagem.

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Um abraço e até mais!

UCAM Academy
Ulli Marques
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Jornalista e professora na Ucam EAD. Mestranda em Cognição e Linguagem (UENF), especialista em Literatura, Memória Cultural e Sociedade (IFF), bacharel em Comunicação Social e licenciada em Letras (Língua Portuguesa e Literaturas).

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