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Logística & Supply Chain: Áreas Estratégicas para Ambientes Propulsores de Mudanças.

Logística & Supply Chain: Áreas Estratégicas para Ambientes Propulsores de Mudanças.

Há 200 anos, Lavoisier afirmava: “nada se cria, tudo se transforma”, frase que o Chacrinha subverteu para: “nada se cria, tudo se copia”. Esse é o fluxo natural das coisas e, em particular, da tecnologia. Invenção, inovação e difusão são processos interligados e alternantes, que fazem a dinâmica de transformação no mundo. No caso da Logística, esse desafio é voltado à redução de custos e de ativos, como também na melhoria da qualidade do serviço prestado.

Pode chamar de benchmarking, engenharia reversa, mapeamento de boas práticas, business intelligence, esse processo de identificar boas soluções para um problema e reaplicá-las na sua empresa ou no seu caso específico. O que importa é que quanto mais eficiente esse processo de adoção de novas ideias e tecnologias for, mais expansão e resultados para o seu negócio e desenvolvimento tecnológico do setor teremos.

Por que Logística Empresarial? Simples, é nessa parte da cadeia de suprimentos (Supply Chain) que os problemas são de mais difícil equacionamento, devido à complexidade de atores, variáveis envolvidas e particularidades locais. São grandes desafios!

Neste segmento podemos desmembrar nos seguintes modais: Aquaviário, Aéreo, Dutoviário, Ferroviário e Rodoviário, onde esse último, possui relação direta com a mobilidade das pessoas, sendo, hoje, uma das questões mais discutidas no mundo, em relação às cidades, e vital para a sua continuidade. Não se pode tratar a mobilidade das pessoas nas cidades desatrelada da acessibilidade das mercadorias. Cidades são espaços para morar e trabalhar. As atividades econômicas geradoras do trabalho demandam, na maioria, insumos e várias atividades relacionadas à moradia das pessoas, o que explica a importância da logística urbana.

 Por exemplo, recentemente, discutiu-se o fechamento de uma grande montadora automobilística na região do ABC, de São Paulo, basicamente, porque ela não conseguiria operar em Just in Time, dado o congestionamento do entorno e o difícil acesso à fábrica. Esse fechamento resultaria em 10 mil desempregados. Mesmo olhando apenas no âmbito da mobilidade das pessoas, sem considerar os prejuízos econômicos para a região, a saída da fábrica criou um grande vazio urbano, além da redução dos empregos.

Quais foram as causas? As causas dos problemas de logística urbana podem ser classificadas em quatro categorias diferenciadas, devido ao nível de abrangência e à natureza dos fatores: metabolismo urbano específico de cada cidade; infraestrutura disponível tanto pública quanto privada; processos logísticos realizados por operadores não devidamente habilitados e finalidades das atividades dentro dos objetivos individuais da população, empresas e governos envolvidos.

As finalidades dessas atividades não são bem claras, principalmente, quando se defronta aos desejos dos cidadãos, usuários ou não dessas operações, com os das empresas e do poder público. Não podemos esquecer que a finalidade das cidades é prover qualidade de vida e desenvolvimento econômico aos seus moradores. Assim, resolver problemas de logística urbana é um jogo bem complexo, no qual estão sentados na mesma mesa o morador da cidade, o comerciante, o político e o operador logístico. Cada um faz seus movimentos, buscando resultados individuais e é onde está a grande questão, que continua não resolvida.

 A complexidade das causas dos problemas de logística urbana demanda soluções criativas, por isso, a importância de difundir as boas práticas brasileiras. Assim, a principal causa dos problemas de mobilidade urbana no Brasil relaciona-se ao aumento de uso de transportes individuais em detrimento da utilização de transportes coletivos, embora esses últimos também encontrem suas dificuldades, como, por exemplo, a superlotação. Esse aumento do uso de veículos como carros e motos deve-se:

a) Má qualidade do transporte público no Brasil;

b) Ao aumento da renda média do brasileiro nos últimos anos;

 c) Redução de impostos por parte do Governo Federal sobre produtos industrializados (incluindo os carros);

d) Concessão de mais crédito ao consumidor;

e) Herança histórica da política rodoviarista do país.

 

Um bom profissional da área de Logística deve se atentar para os desafios apresentados acima, bem como, também, ser um agente propulsor, efetuando a gestão de números e indicadores da área, demonstrando muita resiliência, persistência, saber negociar os conflitos, ter boa comunicação, influência, amor pelo que faz e muita inteligência emocional.

O mercado atualmente sinaliza que esta área terá grande possibilidade de alavancagem de contratações, com salários que variem entre R$ 1.800,00 à R$ 25.000,00 para cargos de gestão e direção.

Algumas tendências podem assustar, sobretudo, por trazer a possibilidade de desemprego, contudo, é a renovação do perfil, onde essa Indústria 4.0 a interferência da tecnologia embarcada nos veículos, ônibus autônomos em testes, cidades inteligentes e robôs executando algumas atividades que os humanos faziam nos trazem a certeza que este segmento está passando por uma evolução e o futuro ainda é um terreno muito fértil para a criatividade e certeza de onde as mudanças podem chegar.

Gustavo Machado é formado em Direito, com MBA em Logística & Supply Chain pela Fundação Getúlio Vargas e pós-graduado em Gestão Empresarial pela Cândido Mendes/RJ. Atua como Gestor Administrativo, Consultor de Empresas e Professor Universitário – CURSO DE LOGISTICA EAD – UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES.

UCAM Academy
Paulo Clébio do Nascimento
Paulo Clébio do Nascimento Seguir

Coordenador do cursos de Recursos Humanos, Gestão Comercial. Marketing e Logística.

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